sábado, 21 de maio de 2011

BOAS MANEIRAS

BOAS MANEIRAS

Apresentação
Querido(a) amiguinho(a),
Um dia uma professora me contou que um aluno, na hora do recreio, veio correndo e pediu para ela fazer o favor de amarrar o cadarço de seu tênis. Assim que ela terminou, ele disse “obrigado” e deu-lhe um beijo. Ela ficou encantada com atitude desse aluno.
A esse comportamento simpático nós chamamos “boas maneiras”. Viu como é fácil ser educado, colaborando para uma vida mais agradável e feliz? Basta colocarmos amor e respeito em primeiro lugar.
Foi com carinho que escrevi este livro para você. Espero que ele contribua para a sua formação. E lembre-se: ser bem-educado é saber viver, entendendo que não estamos sozinhos neste mundo. Precisamos ser, além de civilizados, amistosos e sociáveis.
Com abraço e votos de sucesso,
Ana Maria
Cuidados Pessoais
1-Banhos
Aproveite para curtir o momento do banho. Ele relaxa o corpo deixando você mais leve e disposto.
2- Dentes
Habitue-se a escovar os dentes no sentido vertical, após cada refeição. A utilização do fio dental protege a gengiva e facilita a limpeza. Jamais palite os dentes, pois machuca a gengiva e pode lhe trazer sérios problemas. E lembre-se de visitar o dentista regularmente.
3- Unhas
Mantenha-as limpas e aparadas. Evite roer unhas. Além de levar sujeira à boca, é um hábito que provoca doenças e deforma os dedos.
4- Repouso
O hábito de deitar cedo ajuda a ter um sono repousante e acordar disposto no outro dia. Evite assistir televisão até tarde e dormir no sofá. Isso não é bom para a sua saúde.
Procure adormecer com bons pensamentos. Você vai ver que o seu sono fica muito mais gostoso.
Muito importante também é o ato de acordar. Ainda na cama, respire profundamente, boceje e espreguice-se.
5- Vestuário
Você já reparou como é gostoso estar limpo e bem vestido?
Quando cuidamos da aparência, estamos valorizando nossa imagem pessoal, pois uma pessoa bem vestida é sempre uma companhia muito mais agradável.
Usar perfume suave e estar sempre bem penteado completam o vestuário, aumentando o nosso conforto e bem-estar.
6- Calçados
Quem pensa que os pés não são importantes para a elegância está muito enganado.
O tênis ou o sapato deve combinar com suas roupas, mostrando ordem e limpeza. Lembre-se também que calçados confortáveis são mais saudáveis.
7- Mentiras
Você conhece aquele ditado:
“Mentira tem pernas curtas”?
Isso quer dizer que ninguém consegue manter uma mentira por muito tempo. Existem pessoas que mentem pelo medo de serem punidas, outras por excesso de imaginação, o que também não é conveniente. Toda mentira um dia é descoberta, e, é claro, ninguém gosta de quem mente.
Mentir é fechar as portas do futuro por causa de uma pequena e passageira vantagem.
Portanto, não tenha medo de contar suas dificuldades à mamãe e ao papai, pois eles são seus melhores amigos. Sempre que estiver com dúvidas ou preocupados, fale com eles e peça orientação.
8- Nervosismo
Se você perguntar à mamãe, ao papai ou à professora o que normalmente acontece com as pessoas nervosas, você irá ouvir “que elas são revoltadas, de relacionamento difícil, além de terem uma saúde bem abalada”.
Procure não se deixar levar pelo nervosismo, evitando discutir ou ofender alguém. Brigas e discussões não resolvem o problema de ninguém, só complicam.
Se, em determinado momento, você se sentir cansado, irritado e, sem querer, magoar alguém, procure pedir desculpas.
Não se esqueça: as pessoas carrancudas e mal-humoradas causam uma péssima impressão.
9- Linguagem
A história do homem está ligada aos processos de comunicação. Através da linguagem escrita e falada, o homem se eterniza, participa de seu tempo, mergulha no passado e lança-se no futuro.
Precisamos tomar muito cuidado para sempre usarmos as palavras em nosso favor.
Para isso, é preciso prestarmos mais atenção no que as pessoas dizem e na forma como o fazem. A partir daí, devemos procurar o significado das palavras escolhidas, não perguntando para as pessoas, mas sim consultando o dicionário.
Procure adquirir o hábito de consultar o dicionário. Em pouco tempo você estará falando e escrevendo com palavras adequadas e as pessoas darão mais atenção não só às suas palavras mas a você, principalmente.
10- Leitura
Os livros são nossos grandes amigos. Quer ver só?
Quando você tem dúvida ou quer ouvir alguma coisa sobre a história do Brasil, você vai à sua estante, pega um livro de história e ele conta direitinho tudo o que aconteceu.
De repente, você não quer mais ouvir. É só fechar o livro que ele se cala. Com toda a sabedoria que ele tem, ele deixa você bem à vontade para fazer o que você quiser.
É ou não é um grande amigo?
A propósito, você já reparou quantos livros infantis existem por aí?
Uma porção de aventuras o esperam. São mundos encantados que fazem desfilar, diante de nós, fadas, bichos que falam e personagens muito engraçadas saindo das páginas direto para nossa imaginação.
Vamos lá. Adquira o hábito da leitura.
11- Telefone
Você já imaginou se o telefone pudesse falar?
Com certeza ele diria:
“Eu sou seu amigo. Eu existo porque você existe: para encurtar distâncias, salvar vidas e facilitar seus compromissos. Portanto, eu, que sou seu amigo, peço apenas uma coisa: use-me de forma adequada.”
Por isso, quando você tiver que atender ao telefone, procure faze-lo aos primeiros toques. Por questão de segurança, nunca diga que está sozinho.
Tenha sempre lápis e papel à mão, para anotar possíveis recados e transmiti-los de forma correta.
Quando telefonar para alguém, anote tudo o que você precisa falar, assim não perderá tempo e não esquecerá de detalhes que podem ser muito importantes.
12- Agenda
Muitos são os afazeres que compõem o nosso dia-a-dia. Se nos organizarmos adequadamente, até que não será tão difícil assim dar conta de tudo.
Por melhor que seja nossa memória, seria impossível lembrarmos a tempo de todos os nossos compromissos, pois, às vezes, é necessário guardar detalhes como datas, horários, locais, etc.
A agenda não nos deixa esquecer dos nossos compromissos, garantindo sempre a pontualidade.
Eis alguns compromissos que devem constar da agenda: aniversários, telefones (de familiares, amigos e de emergência), calendários de provas, datas de entrega de trabalhos escolares, consultas com médico, dentista e compromissos sociais.
Procure anotar seus deveres de forma legível e destacada, riscando cada tarefa depois de realizada.
13- No lar
Saiba que você é muito importante para sua família, que você também tem suas responsabilidades, pois, para que um lar seja perfeito, todos os participantes devem contribuir. Ordem, trabalho e compreensão começam dentro de casa.
No lar, temos a felicidade de conviver com pessoas maravilhosas: a mamãe, o papai e os irmãozinhos.
Procure ser organizado, tendo um lugar para cada coisa  e cada coisa em seu lugar.
Viva feliz, esforce-se e sorria, agradecendo e valorizando a família que você tem.
14- Na escola
O modo como falamos, nos vestimos e nos relacionamos é que dará uma idéia de como é nossa personalidade.
Não podemos esquecer que educação e respeito também significam inteligência.
Cumprimente todos os colegas e, quando falar com adultos, procure chama-los de senhor ou senhora.
Preste atenção nas aulas e seja caprichoso com cadernos e livros. Assim você ganha tempo na hora de estudar para provas.
Jamais aceite carona de quem você não conhece.
Se você usa transporte coletivo, procure viajar com amigos. É mais divertido e seguro.
Se por acaso, alguém for desagradável com você ou deixa-lo em situação embaraçosa, conte imediatamente para a professora e, assim que chegar em casa, para seus pais.
15- Na rua
Ande com passos moderados, sem esbarrar nem acotovelar ninguém. Se o fizer, peça desculpas.
Não fique chutando coisas pelo caminho. Não toque campainhas por simples brincadeira e não destrua o que não lhe pertence.
Se precisar usar o telefone público, a ligação deve durar o mínimo possível.
Evite discutir com quem o acompanha. Uma das cenas mais chocantes é assistir a uma discussão em público.
Ao encontrar um amigo, tenha a certeza de que ele não está com pressa. Assim você não corre o risco de ser incômodo.
16- No automóvel
Sente-se sempre no banco de trás e use o cinto de segurança. Verifique se as portas estão travadas e jamais as abra com o carro em movimento.
Não estimule o motorista a correr. Lembre-se do ditado popular que diz: “Só chega rápido quem anda devagar”.
17- Nos templos e nas igrejas
Guarde o máximo de respeito durante a celebração das cerimônias e palestras.
Não ria nem se distraia e, se precisar falar com alguém, fale rápido e discretamente.
As opiniões religiosas devem ser respeitadas. Seja firme nas suas, mas não tente interferir nas de ninguém.
18- No cinema e no parque de diversão
Esteja sempre atento a tudo que estiver acontecendo.
Se houver fila, respeite-a.
Entre e se acomode logo em seu lugar preferido. Assim você não perturba outras pessoas.
Não faça muito barulho com papéis de balas e bombons, pipocas e refrigerantes.
19- Relacionamento com os pais
Você já notou como a família tem um papel importante na formação de nossa personalidade?
A mamãe e o papai são pessoas fundamentais em sua vida. Eles o amam verdadeiramente. São capazes de grandes sacrifícios por você e sempre farão tudo para ver você cada vez mais feliz.
E você também pode faze-los mais felizes ainda, estudando e sendo carinhoso.
Não se esqueça de que o bom relacionamento é o resultado do esforço de todos. Procure ser participativo e prestativo, contribuindo para uma vida familiar mais feliz.
20- Relacionamento com as pessoas
Você já reparou que o maior atrativo de uma pessoa é a simpatia?
E simpatia não se compra, conquista-se com boa vontade.
Procure dar valor às amizades, conversando e falando de coisas interessantes. Todo mundo quer ficar amigo de alguém bem educado, gentil e agradável.
Telefone para os seus amigos quando fizerem aniversário, ou mande um cartão cumprimentando-os. Tenha a certeza de que eles irão gostar e, muitas vezes, retribuir esta atitude simpática e saudável, que faz com que todos se sintam lembrados.
21- Relacionamento com empregados da casa
Precisamos tratar bem e com o devido respeito os empregados de nossa casa. Se formos educados, eles farão o seu serviço com muito mais carinho e atenção.
Com um trabalho humilde, mas digno, eles ajudam no bem-estar da família, permitindo que você, seus pais e seus irmãos tenham uma vida social mais dinâmica.
Mostre a eles que você é uma pessoa especial, fazendo-se admirado e respeitado.
22- Festas
Muita alegria, descontração e praticidade garantem o sucesso da sua festa.
Atualmente existem Bufês especializados, que oferecem conforto e economia de tempo, tanto para as crianças quanto para os pais.
Mas você deve participar da organização de sua festa, pois lhe dará a oportunidade de aprender a planejar com antecedência, cuidando de todos os detalhes, principalmente da criação e distribuição dos convites, da elaboração do cardápio e da decoração do ambiente.23- Organizando festas
  • Elabore um modelo de convite e troque idéias com seus pais.
  • Não se esqueça de que os convites devem ser entregues com 8 a 10 dias de antecedência.
  • O convite deve conter: data, horário, endereço, nome e telefone do aniversariante.
  • O horário adequado para festas infantis é das 16 às 20 horas.
  • Procure optar por um cardápio simples, prático e leve.
  • Dê preferência a descartáveis (toalhas, pratos, talheres, guardanapos, copos e canudos).
  • Use bastante colorido para garantir muita alegria e descontração.
  • Anime a festa com brincadeiras, teatrinho e jogos, envolvendo todos os convidados.
  • Recepcione seus convidados com muita simpatia.
  • Ao receber o presente, sorria, abra-o e agradeça.
  • Ao término, faça anotações de tudo o que aconteceu, para que você tenha uma boa base para organizar as próximas festas.
24- Dicas para quando você for o convidado
  • Agradeça o convite e, se você for, confirme antes sua presença.
  • Leve a sério a pontualidade, evitando aborrecimentos aos outros e a si próprio.
  • Vista-se de forma elegante e confortável.
  • Ao chegar, cumprimente o aniversariante, entregue o presente e procure integrar-se ao ambiente.
  • Curta os momentos agradáveis da festa, sendo simpático, comunicativo e prestativo.
  • Combine com seus pais o horário para buscá-lo. Afinal, pontualidade não é só para a chegada.
25- A criança e o comportamento à mesa
Sem dúvida, os bons hábitos são facilmente adquiridos na infância, e o resultado será a segurança de se portar bem no futuro.
Há quem afirme que educação se mede à mesa. Portanto, vamos a algumas dicas que contribuirão para o seu sucesso:
  • Procure não arrastar a cadeira e nem fazer dela balanço.
  • Evite comer debruçado à mesa. É o garfo ou a colher que vem à boca, e não o contrário.
  • Mastigue com os lábios fechados e não fale enquanto estiver de boca cheia.
  • Não apóie os cotovelos à mesa nem os afaste como “asas”. E, muito menos, descanse a cabeça sobre uma das mãos quando estiver se alimentando.
  • Utilize os talheres adequadamente, evitando gesticular com eles nas mãos.
  • Não sopre a sopa nem incline o prato para saborear o restinho.
O respeito ao Hino Nacional
O Hino Nacional, um dos símbolos de nosso país, foi escrito por Joaquim Osório Duque Estrada e sua música composta por Francisco Manoel da Silva.
Ele fala de nosso passado heróico, da nossa independência, da beleza do céu, da grandeza de nossas terras e do nosso futuro.
Não se deve conversar enquanto o Hino está sendo executado. As pessoas devem ficar de pé, em postura respeitosa.
A execução do Hino Nacional poderá ser instrumental, vocal ou ambas.
Não se deve aplaudir ao término de sua execução.
Algumas pessoas têm o hábito de colocar a mão direita sobre o coração, o que não é necessário.
As pessoas que utilizam chapéu ou boné deverão manter a cabeça descoberta durante a execução do Hino.
Carinho e respeito pela Bandeira Nacional
A Bandeira Nacional representa nosso céu, nosso lar, nosso mar, o povo brasileiro, os nossos antepassados, a nossa língua, os nossos costumes, a nossa cultura…enfim, a nossa Pátria.
Por isso, amiguinho, ela deve ser respeitada, amada e defendida por todos os brasileiros, pois é uma forma de defendermos a terra em que vivemos.
Dia da Bandeira
19 de novembro é o Dia da Bandeira. Nesse dia, ela é hasteada às 12 horas e arriada às 18 horas.
Palavras Finais
Amiguinho(a),
Por hora podemos parar por aqui. Espero que você tenha gostado e, mais ainda, que você exercite essas “dicas” e que elas possam lhe ser úteis.
Precisamos sempre compreender os bons ensinamentos que nos chegam e nos dispormos a pensar, a agir e a realizar os nossos sonhos.
Devemos proceder como alpinista. Primeiro ele sonha em atingir o topo de uma montanha. Depois, faz um minucioso planejamento, traçando as metas que deverá superar para realizar o seu sonho. Ele sabe que não será fácil, lutará, enfrentando todos os problemas e dificuldades na sua caminhada. Essas barreiras e desafios, ao invés de assusta-lo, estimulam-no; ele os transforma em fontes de energia para superar o que encontrar pela frente. E ele sabe que, quanto maiores forem os problemas, maiores os méritos e as oportunidades de se tornar ainda melhor. Jamais se afastando do seu sonho.
Quando o alpinista atinge o seu objetivo, ele encontra seu momento maior. Ele está só ou com apenas alguns poucos amigos. Não faz diferença. Ele não precisa de aplauso. A sua satisfação interior preenche todas as suas necessidades, coisa que nem todos os aplausos do mundo seriam capazes de substituir.
É essa satisfação interior que você deve procurar. Quando todos a atingirmos, tenha a certeza, o mundo será bem melhor.
Na esperança de que possamos nos encontrar novamente através de um novo livro, deixo aqui o meu afetuoso abraço e o meu desejo de progresso ilimitado para você, meu amiguinho, que muito me honrou lendo estas simples mas esperançosas sugestões.
Profª Lete Almeida/ 2011

Nome de Gente Pedro Bandeira

Com esse texto que apesar de antigo torna-se atual a cada ano sugiro que inovem em suas aulas.
Podemos criar um verso com o nome de cada aluno e um com o nome da Pró de modo a tornar a leitura mais interativa, divertida e proveitosa pra sua turma. Não precisa falar que o resultado será além do que o esperado.
Alguns dos versos que poderão ser criados, só para que vocês possam ter uma ideia:


Por que é que me chamam Maurício, 
ao invés de Mauricinho?
E por que é que o João
não se chama Joãozinho?


Temos a nossa Joana
ela é muito acanhadinha
Só aprendeu o nome dela 
Por que não é Joaninha
A professora Nilcéia
apelidaram Teinha
Só pode ser mesmo
Porque ela é magrinha.


Então já tiveram uma idéia de como tornar esse texto coletivo e atrativo?
Esperamos que tenha uma boa aula !!!!

Atividades
















Lição do Rato...

Lição do Rato...  pra qualquer um que vive em qualquer comunidade, mesmo na maior de todas: a nossa Terra.

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
 
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!
A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e:

 - Há ratoeira na casa, ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:

 - Há ratoeira na casa,
- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.

 Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

 O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

 Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar
o ingrediente principal.

 Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

 Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.

 Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral da História:


Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.


o problema é nosso!!!!!!!!!!!!!!!!

Livro - Professor, Leitura e Leitor: Uma Relação de Prazer ou de Dever?

Professor, Leitura e Leitor: Uma Relação de Prazer ou de Dever?
Maria Anísia Villas-Bôas Tourinho Vidal
A iniciação à leitura transcende o ato simples de apresentar ao sujeito as letras que aí estão já escritas. É mais que preparar o leitor para a decifração das artimanhas de uma sociedade que pretende também consumi-lo. É mais do que a incorporação de um saber frio, astutamente construído. Bartolomeu Campos Queirós, em: O livro é passaporte, é bilhete de partida
Ler leva ao gosto, ao prazer, ao vício, e ninguém melhor que o professor para fazer o papel de Sherazade, do contador de histórias, do aliciador que encaminha o aluno no mundo das letras e das palavras, mundo extraordinário e causador de prazer indescritível... Mas, será que o professor está preparado para promover essa iniciação ao vício da leitura? Vejamos os depoimentos de alguns alunos sobre a leitura na escola:
O gosto e o prazer pela leitura começam quando a criança se deslumbra com o maravilhoso emanado do livro, ou seja, com a história, pois não são as letras nem as sílabas que as extasiam, mas o enredo...
No exemplo acima, faltou ao professor sensibilidade em apontar para a classe o sentido de se ler tais obras. Elas são clássicas representações da vida brasileira! Quanto ao alto grau de tristeza que apresentam, é que esses livros narram a sofrida realidade de um povo; contam a saga de muitas famílias que emigram da seca em busca de melhores condições de vida, falam do sofrimento de deixar para trás suas raízes, seu povo, sua gente. As mortes que são apresentadas nesses clássicos, explicam a lei natural da vida: nascer e um dia morrer. Portanto, é interessante saber que entrar em contato com a literatura é entrar em contato com a vida, que é feita de alegrias e tristezas. Tais leituras, então, trazem uma mensagem que enriquece o leitor, mexe com o sentimental, balança o humano que, muitas vezes, está adormecido no íntimo do seu ser.
Assim, é primordial que o professor, ao sugerir uma obra, fale a seus alunos sobre o autor, faça uma pequena biografia do mesmo e resenhe o livro, explique o porquê de lê-lo e, se necessário, contextualize a história. Também pode compará-lo com a época e o cotidiano em que vivem. Dessa forma, o enredo não será surpresa, o aluno terá idéia do que encontrará na leitura; a fará mais consciente e assim, não apenas a emoção, mas também a razão emanará.
Se o professor mostra que todo livro traz na capa ou nas primeiras páginas o nome do autor, do ilustrador, da editora e o ano que foi publicado, e o faz com convicção, passando para o aluno que tais informações são essenciais e que essa é a primeira leitura que se faz de um livro, esse aluno jamais se esquecerá de procurá-las toda vez que buscar uma leitura.
É mesmo difícil ler nesse país, no qual há uma freqüente valorização do imagético. Não bastasse, o livro ainda é artigo de luxo, de tão caro que é. São poucos os que têm condição financeira de adquiri-los, e muitos desses poucos preferem obter um bem material como o computador, do qual as imagens praticamente saltam da tela e oferecem garantia certa de diversão rápida e imediata. Então, como competir com tal forte e necessário concorrente?
Outro deslize freqüente do professor é que este, ao passar uma atividade não explica do que se trata e nem como fazê-lo, o que deixa o aluno em uma situação difícil: precisa cumprir a tarefa, mas não a sabe laborar. Daí advém o desgosto pela disciplina e pela leitura.
O professor, em apenas alguns anos, quebrou o entusiasmo desse aluno pelos livros, adquirido desde muito cedo, quando os pais liam para ele e davam suporte para que buscasse as primeiras leituras. A conseqüência desse ato é visível até hoje!
Os depoimentos utilizados nos nosso estudos comprovam que a leitura na escola ainda é tida como obrigação e usada como uma atividade avaliativa. Em casos extremos, há prova do livro para certificar-se de que o aluno cumpriu com a obrigação de ler.
Além disso, em algumas ocasiões, a biblioteca, espaço que deveria ser considerado santuário, é profanada toda vez que o professor utiliza esse ambiente para castigar o aluno. Vá para a biblioteca e pegue um livro para ler. Ao final, faça um resumo de dez páginas!
Como esse aluno pode ter simpatia pela biblioteca e pelos livros, se ambos são sinônimos de castigo?
Segundo Barthes (1977), o leitor pode ser comparado a uma aranha: à medida que tece sua teia, segrega a substância com a qual a fabrica, ou seja, ele projeta sobre o texto todo seu conhecimento de mundo. Daí, vê a leitura como construção de subjetividades, na qual envolve preferências, escolhas e, como diz Daniel Pennac (1993:139), direitos. Direito de pular páginas, de ler primeiro o final, de escolher qual livro ler e até mesmo de não ler.
Rubem Alves (2001) acrescenta: o ato da leitura é uma experiência para ser vivida com prazer, experiência vagabunda, ou seja, solta, sem cobranças, sem relatórios, que não se deve ler para responder questionários, ou para interpretação, mas ler por puro prazer. Ler pelo simples gosto de ler. O conhecimento, a interpretação, o questionamento, vêm por acréscimo.
Uma leitura, quando é feita por prazer, com gosto e que busque a fruição, beira o belo e o misterioso. No entanto, os programas escolares esquecem a essência do texto, trabalham apenas com o superficial. Quando não retiram dele o tema, o lugar, o tempo, o espaço, as personagens principais, usa-o para praticar a gramática. Essas coisas nada têm a ver com a interpretação. A interpretação acontece a partir daquilo que está escrito, do que toca o coração...
Assim, convém ao professor, ao término de uma leitura, provocar seus alunos. O que é que esse poema lhes sugere? O que é que vocês vêem? Que imagens? Que associações? Dessa forma, em vez do aluno tentar descobrir o que o autor queria dizer com aquelas palavras, ele responderá a questão criando seu próprio texto literário. É melhor responder a um texto com um outro texto do que com uma interpretação, pois cada texto possui característica própria em que predominam a imaginação e a estética.
Os PCN’s e as tarefas de leitura na escola
Há trabalho mais definitivo, há ação mais absoluta do que essa de aproximar o homem do livro?
Bartolomeu Campos Queirós, em: O livro é passaporte, é bilhete de partida.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) tratam, não apenas, mas também da importância da escuta de textos orais e escritos. No entanto, a instituição escola pouco prepara para a atividade de leitura. São raros os exercícios que consideram a faixa etária dos alunos, o ambiente em que vivem, o grau de entendimento, assim como a valorização do conhecimento de mundo deles.
Os Parâmetros curriculares Nacionais sugerem leituras através de jornais, de revistas, de fotos de família, enfatiza a importância de se ler imagens, uma vez que esta, além de ser texto, se compõe como uma unidade de significado. Também sugere que o professor desenvolva práticas leitoras com textos de diferentes gêneros, mas priorizar os que circulam socialmente.
Tais exercícios permitem que o aluno, ao fim de uma leitura expressiva, seja despertado por idéias de intertextualidade, ou seja, é remetido a outros textos já conhecidos. Assim, ocorre uma leitura significativa que pode levá-lo ao prazer, à fruição, à vontade de partilhar as descobertas. Descobertas estas, que ultrapassarão os quatro cantos da sala de aula e ganharão o mundo dos corredores, do pátio...
Dessa forma, leitura é prazer, e por ser prazer, pode ser renovada a cada aula, a cada dia. Por isso, não pensar em leitura como hábito, pois hábito insinua repetição freqüente de um ato, mas pensar a leitura como objeto que leva ao gozo, à fruição... Daí advém a vontade de a ela sempre retornar, já que é do deleite que nasce o desejo.
Através da música Semente do amor (CD Transe total, 1980), o grupo A Cor do Som compara o amor a uma flor, quando diz que esse precisa, para viver, de emoção e alegria e tem que regar todo dia! Assim, também a leitura para viver, precisa dos mesmos sentimentos: emoção e alegria e tem que ser regada, todo dia.
As palavras são portas e janelas. Se debruçamos e reparamos, nos inscrevemos na paisagem. Se destrancamos as portas, o enredo do universo nos visita. Ler é somar-se ao mundo, é iluminar-se com a claridade do já decifrado. Escrever é dividir-se.
Bartolomeu Campos Queirós, em: O livro é passaporte, é bilhete de partida.
O ato de ler consiste em uma atividade de deleite e fruição, a qual leva a um prazer brutal, imediato (sem mediação), precoce (BARTHES, 1977:30). Tudo é arrebatado numa só vez, tudo é jogado, tudo é fruído na primeira vista.
(BARTHES,1977:69). Assim, não confundir prazer com fruição, pois, de acordo Barthes (1977:30-1), se entendo que o prazer e a fruição são forças paralelas, acredito que a oposição entre texto de prazer e texto de fruição está no fato de que este é in-dizível, intransitivo, enquanto o outro é dizível. Ou seja, o prazer é mais fácil, é obtido de forma mais imediata, sem esforço; a fruição, no entanto, decorre do embate, da luta, do esforço de ler. Daí, a fruição dar um prazer mais intenso. Nesse sentido, intui-se que a fruição transcende o prazer.
O que é observado nos depoimentos de Simone Beauvoir, quando se deleitava ao observar a cena de leitura, em casa, junto ao pai, à mãe e à irmã. Também Sartre, no momento em que toma o livro nas mãos e se refugia num cantinho do sótão e de lá sai, apenas, quando aprende a ler. Imagine o gozo que obteve ao descobrir-se leitor! Jorge Amado foi arrebatado ao ouvir as declamações apaixonadas feitas pelo professor de Literatura. A fruição levou-o a produzir textos belíssimos!
Da mesma forma um leitor é tomado quando se entrega ao texto, e pode assim ser encaminhado através de Rubem Alves, Lya Luft, Daniel Pennac ou Bartolomeu Campos Queirós, que também são conduzidos à fruição à medida que constroem textos maravilhosos!
Diante do exposto, esse trabalho, então, permite pensar sobre o quão importante é a prática de leitura para a formação do ser humano, assim como apontar para o fato de que o gosto pela leitura não é intrínseco ao homem, mas pode ser cultivado à medida que o sujeito se constrói como leitor.
Portanto, o ato de ler não se baseia em devorar bibliografias, mas em ler continuamente e com seriedade os livros que os interessem; desfrutar desse prazer, permitir-se às carícias, ao toque. Sucumbir como o sultão, ante à delícia das palavras... Pois, já diz Rubem Alves (2001: Correio popular, Caderno C): Ler é fazer amor com as palavras.