segunda-feira, 30 de maio de 2011

O pensamento de Jean Piaget -

O pensamento de Jean Piaget -A construção do conhecimento lógico-matemático, nessa fase, irá subsidiar a aprendizagem futura dos alunos em matemática, ou seja, essa fase, quando bem trabalhada pelo professor, constitui um alicerce que sustentará o desempenho subsequente dos outros níveis de ensino.
  • Os pressupostos básicos que pontuam a tendência pedagógica alicerçada no construtivismo: O conhecimento é ativamente construído pelo sujeito e não passivamente recebido do ambiente.
O professor da Educação Infantil precisa ter uma postura pedagógica que contribua para que a criança, na Educação algumas reflexões para análise.
São apontamentos necessários para a compreensão do papel do professor e de sua prática pedagógica para o ensino de matemática:
  • A criança precisa alfabetizar-se matematicamente. Esse processo de alfabetização é um processo gradativo de construção de noções lógico-matemáticas, que servirão como embasamento para as futuras construções formais desse conhecimento;
  • A criança precisa ser respeitada em sua forma de pensar, de registrar e de comunicar seu pensamento. Muitas vezes, a criança expressa seu pensamento de uma forma diferente da do adulto, mas isso não significa que ela esteja errada. Lembre-se: a criança está em fase de construção, de alfabetização matemática;
  • Não podemos conceber a matemática como uma construção teórica, sem qualquer relação com a prática social. Ao contrário, nesse processo de alfabetização, a matemática está presente em nosso cotidiano, de muitas formas diferentes. Cabe ao professor, aproveitar essas oportunidades como possibilidades de construção de conhecimento pelo aluno;
O ensino de matemática deve desenvolver o raciocínio, a criatividade, o espírito crítico, pois aprender matemática é muito mais que manejar fórmulas e fazer cálculos. Em se tratando da Educação Infantil, a experiência, a investigação, a descoberta são os contextos em que devem ser desenvolvidos os conhecimentos matemáticos. 
O pensamento de Jean Piaget, a respeito do desenvolvimento cognitivo dos indivíduos, influenciou o contexto educacional no sentido de proporcionar aos estudantes metodologias que colaborassem para a construção do conhecimento de forma ativa. Nesse contexto, a “transmissão” de conhecimento do professor passa a ser considerada uma prática obsoleta. É importante que o professor da Educação Infantil conheça as metodologias mais atuais para melhorar a sua prática pedagógica.
Piaget estabeleceu quatro conceitos cognitivos básicos:
  • Esquema: são estruturas mentais ou cognitivas pelas quais os sujeitos, intelectualmente, adaptam-se e organizam o meio. Os esquemas podem se compreendidos como conceitos ou categorias que se adaptam e modificam-se com o desenvolvimento mental, tornando-se cada vez mais refinadas;
  • Assimilação: este processo se dá quando o sujeito relaciona um estímulo que recebe do meio a esquemas já existentes, ou seja, é um processo cognitivo de colocar novos eventos em esquemas que o sujeito já possui. A assimilação ocorre continuamente e o ser humano consegue assimilar um grande número de estímulos ao mesmo tempo. A acomodação não gera mudança nos esquemas;
  • Acomodação: quando uma pessoa recebe um novo estímulo, é natural que ela tente assimilá-lo a esquemas já existentes. Quando um novo estímulo não se adéqua a nenhum dos esquemas disponíveis, é necessário que o sujeito crie um novo esquema, no qual possa encaixar o novo estímulo ou, modifique um esquema prévio, de modo que o novo estímulo possa ser incluído. O processo de acomodação promove uma mudança na estrutura cognitiva do sujeito;
  • Equilibração: é um processo de passagem do desequilíbrio para o equilíbrio. O equilíbrio é o balanço entre os processos de assimilação e acomodação. Já o desequilíbrio pode ser considerado como um estado de conflito cognitivo, quando a criança espera que algo aconteça de uma determinada forma e isso não ocorre. A equilibração permite que a experiência externa seja incorporada na estrutura interna.
Para que a criança se desenvolva cognitivamente, é necessário que ela receba estímulos do meio, ou seja, as ações físicas e mentais da criança sobre o meio são uma condição necessária para o seu desenvolvimento cognitivo   . Para assimilar e acomodar novos estímulos, a criança precisa estar em contato com objetos, com o meio, ou seja, é necessária ação. E essa ação, como vimos, é necessária para a construção de três tipos de conhecimento: conhecimento físico, conhecimento lógico-matemático e conhecimento social.
estágios de desenvolvimento cognitivo da criança.
  • Sensório-motor: de 0 a 2 anos.
  • Pré-operatório: de 2 a 7 anos.
  • Operações concretas: de 7 a 11 anos.
  • Operações formais: de 11 a 15 anos.
·         É importante esclarecer que, nesses estágios, o desenvolvimento é contínuo e cumulativo. Cada nova etapa é fundamentada nas anteriores e toda criança passa por estes níveis de desenvolvimento nessa mesma ordem, porém, em ritmos diferentes.
No estágio pré-operacional, pois, é nesse estágio, que se encontram a maioria das crianças da Educação Infantil. Esse estágio foi subdividido em três subestágios:
  • De 2 a 3 anos e meio ou 4 anos: é marcado pelo aparecimento da função simbólica, com a linguagem, os jogos simbólicos e a imitação deferida. Nessa etapa, a criança só consegue operar com o que está próximo e no tempo presente;
  • De 4 a 5 anos e meio: inicia o processo de representação por meio de desenhos do que pensa. A criança começa a usar símbolos mentais, imagens ou palavras para representar objetos ausentes. Livra-se do pensamento “aqui” e “agora”; De 5 anos e meio a 7 anos: é a fase intermediária, entre a conservação e a não-conservação. Ocorre também a articulação entre a classificação e seriação. É o período de preparação para as operações concretas, em que a criança forma o conceito de número e suas relações.
PERÍODO PRÉ-OPERACIONAL
Centralizadoras- Não pensam, simultaneamente, em diversos aspectos de uma mesma situação. Não imaginam que um copo de água alto possa conter a mesma quantidade de água que um copo baixo e largo. Diferenciam precariamente a realidade e a fantasia.
Irreversíveis- Revelam a incapacidade de perceber que uma ação ou uma operação pode tomar ambas as direções. Parece-lhes que a mesma quantidade de água contida em dois copos iguais não seja a mesma quando transvasa para dois copos diferentes. Distinguem a mão direita da esquerda, mas não compreendem que um mesmo objeto possa estar, simultaneamente, à direita em relação a uma coisa e à esquerda em relação à outra.
Antitransformadoras- Concentram-se na sucessão de diferentes quadros, mas não conseguem entender o estado e o significado da transformação de um para outro estado. Não conseguem pensar de maneira lógica e em seu diálogo misturam causa e efeito. (Exemplo: A menina caiu do cavalo porque... quebrou uma perna).
Transdutivas Vão do particular para outro particular, sem levar em conta o geral. Não associam: tomei chuva=fiquei resfriado, mas refletem que se dois fatos ocorrem na mesma época entre um causa o outro.
Egocêntricas Incapacidade de ver as coisas do ponto de vista do outro. É a compreensão centrada em si próprio.
O período pré-operacional é fundamental para o desenvolvimento de noções lógico-matemáticas, que serão necessárias para o desenvolvimento da criança nas etapas seguintes. Nessa fase, o professor não deve se esquecer de que a criança necessita de ação, de manipulação, do uso de materiais concretos para o seu desenvolvimento. Lembramos, ainda, de que é, a partir da ação física sobre o objeto, que criança começa a estabelecer as ações mentais, que dar-se-ão a partir das relações que a criança vai estabelecendo entre o que vivencia e experimenta.
O Trabalho interdisciplinar entre Matemática e Literatura Infantil.A Educação Infantil é um nível de ensino que apresenta uma característica, na qual deve ser sempre explorada pelo professor: a possibilidade do trabalho interdisciplinar. Ao abordar qualquer tema com os alunos da Educação Infantil, o professor pode explorar uma gama de conteúdos de maneira interdisciplinar, uma vez que o aluno desse nível apresenta uma formação global e não compartimentada. Muitos conteúdos podem ser abordados pelo professor de forma interdisciplinar. Depende da criatividade e de um pouco de conhecimento. Nesse sentido, de contribuir para a formação interdisciplinar do professor, o objetivo dessa web-aula é apresentar uma abordagem metodológica desenvolvida por Kátia Stocco Smole, que promove a interface entre a resolução de problemas e a Literatura Infantil. Todo professor da Educação Infantil utiliza livros de literatura em suas aulas. Essa é uma prática comum nas escolas. O que propomos é aproveitar esse momento para trabalhar, também,y a resolução de problemas com os alunos.

Como e por que a Literatura Infantil pode colaborar para a resolução de problemas? Segundo a autora, “se um determinado material usado em aulas de matemática estiver adequado às necessidades de desenvolvimento da criança, as situações-problema colocadas a ela, enquanto manipula esse material, fazem com que haja interesse e sentimento de desafio na busca por diferentes soluções aos problemas propostos” (SMOLE, 2000, p. 72). Diante dessa perspectiva, é necessário refletir um pouco em como, normalmente, se desenvolve o trabalho com a resolução de problemas em sala de aula. De modo geral, os problemas que apresentamos aos nossos alunos são do tipo padrão, ou seja, eles podem ser resolvidos com a aplicação imediata de algum tipo de algoritmo. A tarefa da criança, nessa situação, é identificar qual é a operação necessária, aplicá-la com os dados explicitamente apresentados no enunciado e fornecer ao professor uma resposta única correta.  Assim, a maioria dos problemas que trabalhamos com nossos alunos, acaba se transformando no que deveria ser uma atividade de investigação, levantamento de hipóteses, testes de possibilidades, acaba se transformando numa tarefa enfadonha, de formular e responder questões, gerando uma busca frenética por uma sentença matemática, na qual satisfaça o professor. A resolução de problemas abordada pelo professor, somente com as características citadas acima, pode contribuir para formar um aluno sem autonomia, sem criatividade diante de novos desafios, com uma postura de fragilidade diante de situações que exijam intuição, confiança e análise. A resolução de problemas é uma atividade complexa, que não pode ficar reduzida apenas a uma sentença matemática, por meio da qual o aluno chega a uma solução seguindo regras já estabelecidas. É com um enfoque diferenciado que a resolução de problemas deve ser abordada em salas de Educação Infantil. Nessa fase, não é necessário que o aluno resolva as situações propostas pelo professor recorrendo ao uso de um algoritmo, mas a criança pode utilizar-se de outras maneiras para expor seu raciocínio, como desenhos, esquemas e também, oralmente.
Não devemos encarar as atividades de resolução de problemas como um conteúdo isolado dentro do currículo. Ao contrário “a resolução de problemas é uma metodologia de trabalho, através da qual os alunos são envolvidos em fazer matemática, isto é, eles se tornam capazes de formular e resolverem, por si, questões matemáticas e através da possibilidade de questionar e levantar hipóteses adquirem, relacionam e aplicam conceitos matemáticos” (SMOLE, 2000, p. 74).Sob esse enfoque, a resolução de problemas é uma tarefa que possibilita à criança comunicar suas idéias, sua forma de pensar, investigar relações, criar conexões entre o conhecimento informal, que traz para a escola e o conhecimento formal, desenvolvido pela escola. Mas essa mudança de postura exige que o professor busque outras fontes e a Literatura Infantil, explorada via metodologia da resolução de problemas, é um recurso que pode ser usado com essa finalidade.


  • Qual é a vantagem de se usar a Literatura Infantil?
  •  Os livros infantis não exigem do leitor outras informações além daquelas presentes no texto ou de sua própria vivência;
  • A literatura é facilmente acessível e proporciona diversos contextos e múltiplas possibilidades de exploração;
  • Estimula a leitura e a interpretação de diversas situações;
  • Possibilita ao aluno aprender novos conceitos a partir do conhecimento que já possui;
  • Estimula o debate, o diálogo, a crítica e a criação;
Valoriza o uso de diferentes estratégias na busca por uma solução: desenho, oralidade, dramatização, tentativa e erro, entre outros.
Como selecionar os livros de Literatura Infantil? Ao selecionar um livro, o professor precisa refletir se os assuntos que o livro aborda têm relação com o mundo da criança e com seus interesses. Se a linguagem, os valores e a apresentação do livro estão adequados ao desenvolvimento psicológico e intelectual da criança. Ou seja, são cuidados que o professor deve ter ao trabalhar com qualquer material.No que se refere à Matemática, o professor pode selecionar um livro que aborda alguma noção matemática específica ou que possibilita um contexto favorável à resolução de problemas. Ao utilizar livros infantis, podemos provocar pensamentos matemáticos por meio de questionamentos ao longo da leitura.
O livro conta a história de um elefante que resolve viajar e oferece uma festa de despedida para seus amigos. No decorrer da festa, uma foto de recordação é tirada e nessa foto aparece um rabinho estranho. Esse fato é motivo de espanto para todos na festa, que tentam descobrir quem é o dono daquele rabinho. O trabalho inciou-se com a professora contando a história para os alunos e, após essa etapa, a professora desenvolveu com seus alunos outras abordagens, como dramatizações, fantoches, dobraduras dos animais, etc. O livro usado tinha as páginas numeradas. A professora aproveitou esse fato para realizar um trabalho de contagem, escrita de números, ordenação e sequência. Antes de chegar ao desfecho da história, a professora suspendeu a leitura e questionou aos seus alunos se alguém sabia de quem era aquele rabinho e quais dos animais que apareciam no texto possuíam rabos parecidos com aquele. A discussão foi muito proveitosa. Os alunos se empenharam em descobrir de quem era o rabinho apresentando. Após os debates, suas respostas em forma de desenho e escrita. Os desenhos dos alunos foram expostos na sala, de modo que todos tivessem acesso à conclusão de cada um.Além dessa atividade de resolução de problemas, também o livro pode ser aproveitado para o trabalho com mais questões matemáticas:
  • Quantos animais foram à festa?
  • Qual o animal mais pesado que estava presente?
  • Qual o animal mais leve? E o mais alto? E o mais baixo?
Quais e quantos animais que estão presentes na festa, mas não estão na capa do livro? Essas questões podem parecer simples, mas os alunos ficam muito envolvidos e, para responder a cada uma delas, é necessário que os alunos voltem sempre ao texto, possibilitando várias leituras da história. São muitas possibilidades de exploração que os livros de Literatura Infantil podem proporcionar para a construção do conhecimento lógico-matemático na Educação Infantil. O papel do professor, nesse processo, é de dar condições para a atividade criativa do aluno. Abordagens tradicionais e repetitivas fornecem aos alunos poucas oportunidades de exploração em diversas situações. O professor deve estar atento para que as atividades selecionadas por ele contribuam de fato para despertar, em seus alunos, o gosto pela descoberta, pela exploração e pela pesquisa, que são fundamentais para a construção do conhecimento lógico-matemático.
O Uso dos Jogos no Ensino da Matemática
Embora muitos autores estudem a importância do trabalho com jogos nas ações pedagógicas, utilizaremos a fundamentação piagetiana, complementando alguns aspectos já abordados nas tele-aulas. Segundo o RCNEI, a educação infantil, historicamente, configurou-se como o espaço natural do jogo e da brincadeira, o que favoreceu a ideia de que a aprendizagem de conteúdos matemáticos se dá, prioritariamente, por meio dessas atividades. Nesse aspecto, a participação ativa da criança e a natureza lúdica e prazerosa, inerentes a diferentes tipos de jogos, têm servido de argumento para fortalecer essa concepção, segundo a qual se aprende Matemática brincando. Podemos considerar esses argumentos corretos, porque se contrapõem à orientação de que, para aprender Matemática, é necessário um ambiente em que predomine a rigidez, a disciplina e o silêncio. Entretanto, devemos ser cautelosos para que os jogos e brincadeiras não sejam utilizados na educação Infantil como a manipulação livre, sem uma finalidade muito clara, ou seja, a ação pedagógica envolvendo o uso de jogos, brincadeiras e materiais manipuláveis deve ter sempre o objetivo de proporcionar momentos de aprendizagem.Embora a natureza do jogo propiciar, também, um trabalho com noções matemáticas, é importante refletir que o seu uso não significa, necessariamente, a realização de um trabalho matemático. A livre manipulação de peças e regras, como já dissemos, anteriormente,  por si só não garante a aprendizagem.
Para que o jogo se torne uma estratégia de aprendizagem, é necessário que as situações sejam planejadas e orientadas pelo adulto, no caso o professor, visando a uma finalidade de aprendizagem, isto é, proporcionar à criança algum tipo de conhecimento, alguma relação ou atitude. Para isso, é necessário haver uma intencionalidade educativa, o que implica planejamento e previsão de etapas pelo professor, para alcançar objetivos predeterminados e extrair do jogo atividades que lhe são decorrentes (RCNEI, vol.3, 1998, p. 210-211). Como pudemos perceber, o uso dos jogos e materiais manipuláveis é importante para a aprendizagem de matemática, desde que o professor tenha claro, em seu planejamento, quais são os objetivos que ele pretende atingir, quais noções matemáticas que podem ser desenvolvidas por meio daquele material, qual a idade mais adequada, etc. Em suma, o jogo por si só não garante a aprendizagem matemática.



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Brinquedoteca

Brinquedoteca
Atualmente o tempo das crianças é habitualmente saturado por deveres e afazeres, restando pouco tempo para atividades lúdico-criativas. Assim, diminuem, as possibilidades das crianças descobrirem sua própria maneira de ser, construir sua afetividade e fazer suas próprias descobertas por meio do brincar. Nessa perda de respeito pela infância e de seus verdadeiros interesses e necessidades somos, finalmente, quase obrigados a esquecer o que desejamos e o que deveria ser prioridade para as crianças.
Apalavra lúdico tem por significado brincar. Nesse brincar estão incluídos jogos, brincadeiras e brinquedos. A brincadeira sempre fez parte da humanidade, no entanto culturalmente somos ensinados a não sermos lúdicos. É muito comum ouvirmos frases como esta "brincadeira tem hora", "chega de brincadeira, agora é hora de estudar".
O brinquedo começou a ser valorizado na década de 50, principalmente com o avanço da Psicologia sobre o desenvolvimento da criança, colocando atividades lúdicas em evidência, por ser o brincar a essência da infância. A conotação do lúdico atualmente ultrapassa a infância sua utilização se expandiu tanto que se tornou necessário criar espaços especiais destinados a vivências lúdicas que se chamam brinquedotecas.
A Brinquedoteca é um espaço que visa estimular crianças e jovens a brincarem livremente, pondo em prática sua própria criatividade e aprendendo a valorizar as atividades lúdicas.
A Suíça foi o primeiro país em que surgiu a idéia de emprestar brinquedos. Os mesmos eram destinados às crianças com necessidades especiais, sendo utilizados para estimular através das brincadeiras. No Brasil a primeira brinquedoteca foi a Brinquedoteca Indianópolis, criada em 1981. Possui trabalhos apresentados em congressos na Austrália, Coréia, Suécia, dentre outros. Foi ela quem sediou a fundação da Associação Brasileira de Brinquedotecas - ABB. Fundada em 28 de abril de 1985, por professores, técnicos e profissionais da educação. Esta associação está preocupada em garantir o espaço e o direito de brincar.
Ainda, em 1985, na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo foi inaugurada uma brinquedoteca. Este acontecimento permitiu reconhecer a importância do brinquedo no desenvolvimento da criança pela sociedade brasileira.
Um trabalho importante que colaborou para a propagação das brinquedotecas no Brasil foi o Projeto Brinquedoteca Terapêutica. Iniciado em 1986, pela APAE de São Paulo, oferecia atendimento às famílias de crianças portadoras de deficiência.
O primeiro periódico nacional sobre brinquedoteca foi editado em São Bernardo do Campo - SP, pela Secretaria da Educação desta cidade, intitulado " O Brinquedista " .
Nas brinquedotecas procura-se por meios de brinquedos e de atividades lúdicas facilitar a compensação de necessidades camufladas. Através da livre expressão, do apoio efetivo e das oportunidades de gratificação pelo desempenho prazeroso, o autoconhecimento pode ser reforçado, além de proporcionar prazer, afetividade, autonomia, criatividade, imaginação, sensibilidade, vivências corporais, confiança, interação entre pessoas, concentração etc.
A brinquedoteca tem como objetivos:
  • Estimular o desenvolvimento da criança.
  • Valorizar o brinquedo e as atividades lúdicas e criativas.
  • Possibilitar o acesso à variedade de brinquedos .
  • Desenvolver hábitos de responsabilidade e trabalho.
  • Criar espaços de convivência para propiciar interações espontâneas .
  • Desvincular o valor lúdico do brinquedo do seu valor monetário .
  • Orientar profissionais quanto às necessidades psicopedagógicas das crianças.
Uma brinquedoteca pode ter várias funções:
FUNÇÃO PEDAGÓGICA
Uma das funções da Brinquedoteca é permitir a seleção de brinquedos de qualidade. Para possibilitar que professores, pedagogos, psicólogos e demais profissionais, trabalhem a necessidade psicopedagógicas das crianças.
FUNÇÃO SOCIAL
A função social da Brinquedoteca visa permitir que crianças de qualquer nível econômico possam ter acesso a uma variedade de brinquedos e jogos independentes de seu custo para aquisição.
FUNÇÃO COMUNITÁRIA
Esta função permite que crianças aprendam a respeitar regras, estimular a troca de informações, reforçar o sentimento de cooperação e compreensão através do grupo de brincadeiras que se constrói no ambiente da Brinquedoteca.
FUNÇÃO CULTURAL
Esta função possibilita a criação de um novo círculo de amizades entre as crianças que freqüentam a Brinquedoteca trocando informações.
Existem vários tipos de Brinquedoteca:
BRINQUEDOTECA ESCOLAR
É aquela brinquedoteca organizada em um setor da escola aonde os alunos vão para brincar ou escolher jogos. Tenta suprir a escola com materiais necessários às atividades pedagógicas, oferecendo o espaço escolar para o desenvolvimento de brincadeiras.
BRINQUEDOTECA UNIVERSITÁRIA
É aquela brinquedoteca organizada em ambiente universitário para funcionar nos moldes de uma biblioteca de brinquedos e materiais pedagógicos, para uso dos profissionais da educação e pesquisadores. Tem como objetivo fornecer subsídios para a prática pedagógica através dos brinquedos, desenvolvendo pesquisas que ressaltem a importância dos jogos e brinquedos para a educação.
BRINQUEDOTECA EM BIBLIOTECAS
É aquela brinquedoteca organizada e mantida por bibliotecas públicas ou particulares. No Brasil, em geral, não realizam empréstimo de brinquedos. Em bibliotecas públicas, geralmente são instituídas através de campanhas de doações de brinquedos. Utilizam o espaço com liberdade para a criança brincar com brinquedos artesanais, confeccionados em oficinas oferecidas pela própria biblioteca e até com brinquedos mais sofisticados, tais como os eletrônicos.
BRINQUEDOTECA COMUNITÁRIA
É aquela brinquedoteca que serve a determinadas comunidades, funcionando como uma biblioteca circulante, em um caminhão ou ônibus que leva brinquedos a diferentes locais, para que as crianças possam ter por determinado período de tempo, contato com brinquedos diversos. Mantidas por associações, prefeituras ou organizações sem fins lucrativos, permitem à criança um espaço para expressar a cultura infantil e propiciam a integração social.
BRINQUEDOTECA TERÂPEUTICA
È aquela brinquedoteca onde a criança recebe atendimento profissional clínico especializado, desenvolvido através de brinquedos, que a criança também pode levar para casa o brinquedo.
BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
É aquela brinquedoteca instituída em um departamento do hospital onde a criança hospitalizada tem a disposição brinquedos, que podem ser levados ou não para os leitos dependendo das condições clínicas do paciente. Auxilia na recuperação e ameniza o trauma psicológico da hospitalização, através de atividades lúdicas.
Relatos da experiência da brinquedoteca do Hospital Infantil da FAISA (Fundação de Assistência á Infância de Santo André/SP)
"A brinquedoteca as faz renascer, lhes dá alegria, o brincar e os brinquedos estimulam as suas fantasias, descobrem amigos, é um lugar cheio de histórias, músicas, desenhos, teatro. Se a doença é mais grave e a criança tem que permanecer acamada, os brinquedos são levados até ela. E sempre existe alguém que gosta de brincar; enfermeiras, estudantes de medicina ou da psicologia. Existem crianças que moram perto do hospital, e que mesmo depois da alta hospitalar retornam a brinquedoteca, trazendo amiguinhos".
"Procura-se desmistificar o pavor dos exames, transformando-os em brincadeiras, assim como conversar com naturalidade com crianças e pais, reduzindo o medo e a angústia originados pela doença. Familiarizam-se as crianças com as salas de exames e curativos".
Outro relato de experiência lúdica dentro do Instituto da Criança/SP "Doutores da Alegria":
"Desde que este novo tipo de doutor começou a participar do atendimento, observou-se uma coisa surpreendente, não só os nossos pequenos pacientes tornaram-se mais alegres, como a comunidade descobriu que também era capaz de brincar. O ambiente tornou-se mais leve, menos formal, o que seguramente aumentou a qualidade da atenção prestada, tornando o tratamento mais eficiente e menos penoso".
A prática de brincadeiras é uma atividade essencial para a criança equilibrar suas tensões, trabalhar suas ansiedades, desenhos e sonhos, para construir conhecimentos e desenvolver suas estruturas mentais. Temos agora assegurado em lei o oferecimento de briquedotecas nos hospitais conforme lei abaixo:
LEI Nº 11.104, DE 21 DE MARÇO DE 2005.
Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Os hospitais que ofereçam atendimento pediátrico contarão, obrigatoriamente, com brinquedotecas nas suas dependências.
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se a qualquer unidade de saúde que ofereça atendimento pediátrico em regime de internação.
Art. 2o Considera-se brinquedoteca, para os efeitos desta Lei, o espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincar.
Art. 3o A inobservância do disposto no art. 1o desta Lei configura infração à legislação sanitária federal e sujeita seus infratores às penalidades previstas no inciso II do art. 10 da Lei no 6.437, de 20 de agosto de 1977.
Art. 4o Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação
Brasília, 21 de março de 2005; 184o da Independência e 117o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Humberto Sérgio Costa Lima

Bibliografia
Brinquedoteca: O lúdico em diferentes contextos. Santa Marli Pires dos Santos(org), Petrópolis,RJ;.Ed. Vozes. 1997.
Sites
www.ced.ufsc.br/~zeroseis/cotidiano3
www.brinquedotecabh.vilabol.com.br/brinquedoteca.htm
www.uniandrade.br/portal/instituicão/as/brinquedoteca/index.asp
www.scr.hcnet.usp.br/brinqued1.htm
www.soleis.adv.br/brinquedoteca.htm

A Festa Junina

A Festa Junina, é uma das comemorações mais tradicionais. O Nordeste é uma das regiões em que a festa Junina é mais comemorada. A idéia é agradecer São João e São Pedro pelas chuvas que caíram durante o ano.
A Festa Junina, é comemorada com comidas típicas e brincadeiras bem tradicionais. Além, das diversas danças e quadrilhas que compõem a celebração. Como, muitas pessoas ficam perdidas, na hora de fazer a sua, aqui vão algumas das comidas típicas e brincadeiras que são próprias para essa festa.
Comidas Típicas
  • Arroz doce
  • Amendoim doce
  • Bolo de fubá
  • Bolo de milho com coco
  • Bolinho de mandioca
  • Bolo de milho verde
  • Cachorro quente
  • Cocada
  • Canjica
  • Cuscuz
  • Doce de leite
  • Doce de Abóbora
  • Maça do amor
  • Milho cozido
  • Pipoca com manteiga
  • Pipoca doce
  • Paçoca
  • Pamonha
  • Pé de moleque
  • Pinhão Cozido
  • Quentão
  • Torta de banana
  • Vinho quente
Brincadeiras
- Pescaria
- Acerte o alvo
- Corrida de sacos
- Ovo na colher

Quadrilha





Casamento na Roça

Casamento na Roça

Padre – Bão, vamo começá logo esse casório. Ocê, Ciquinha Dengosa, promete, de coração, prá marido toda vida, o Pedrinho Foguetão?

Noiva – Mas que pregunta isquisita seu vigário faz prá mim... Eu vim aqui mais o Pedrinho num foi prá dizê que sim???

Padre – E ocê Pedrinho, que me olha assim tão prosa, qué mesmo prá sua esposa a Sinhá Chiquinha Dengosa?

Noivo – Num havia de querê, num é essa minha opinião mas, se não caso com a Chiquinha , vô direto pro caixão... (diz isso olhando de esguelha para o delegado, que segura uma espingarda)

Padre – Então, em nome do cravo e do manjericão, caso a Chiquinha Dengosa com o Pedrinho Foguetão! E Viva os noivos!

Convidados - VIVA!!! (conforme os noivos passam, os convidados jogam arroz)

Padre – E vamo pro baile, pessoar!!!

E começa a quadrilha.

Desfile Caipira - Comidas Típicas ( Lindo)

Desfile com as comidas típicas
1 – DESFILE COM PERSONAGENS E COMIDAS TÍPICAS DO SÃO JOão:

• Casal Caipira;
• Canjica (amarelo e branco);
• Mingau (amarelo);
• Milho (amarelo e verde);
• Batata-doce (marrom)

Olá pessoá! Mês de junho é mês de acender fogueira, dançar quadrilha, comer pipoca e comemorar o dia de Santo Antonio, São João e São Pedro.
Nas festas juninas é comum as pessoas se caracetizarem de caipira, e para iniciar o nosso desfile chamaremos os alunos:___________________e _________________para representar o casal caipira do nosso arraia.

Desfile com a música: Com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva na hora de ir pro altar.

O São João também é uma festa que não falta comidinhas gostosas: canjica, pipoca, mingau, milho, batata-doce, pamonha, amendoim, pipoca, cocada, entre outras.
Hummm, que delícia !!!!!!! Os nossos caipirinhas adoram comer os pratos típicos do São João, por isso, vamos continuar o nosso desfile, apresentado os nossos alunos caracterizados com as deliciosas comidas típicas.

Chamaremos o aluno (a):________________caracterizado de CANJICA, vestido de branco para representar o leite e amarelo para representar o milho. A canjica é uma das comidas típicas que não falta nas festas juninas.

Vem aí o MINGAU, representado por_____________, vestido de amarelo, porque ele é feito de milho. É uma gostosura!!!!

Deu pra perceber pessoá, o milho não pode faltar no São João. Vamos aplaudir:____________que está representando o MILHO. Iscuita bem o que eu vou falar o milho pode ser comido assado ou cozido, e de uma coisa eu tenho certeza que de qualquer forma é uma beleza!

Êta diacho, que esse desfile ta bom pra daná!!!! Entra agora a nossa querida PAMONHA, representado por______________. A pamonha é uma delícia, e com uma manteiguinha caipira, hummmmmmmmmm...
• Pamonha (amarelo);
• Amendoim (marrom);
• Pipoca (branco);
• Cocada (branco);


Ploc, ploc, ploc, fofinha, branquinha e saltitante. Sabem de quem estou falando? Vem aí a deliciosa PIPOCA, que doce ou salgada faz a festa da criançada! Vamos aplaudir________________que representa a pipoca.


E agora pra adoçar a nossa festança, eis que chega a famosa BATA-DOCE. Aplausos, aplausos pessoa! Quem representa essa gostosura é__________________.

Viram só pessoá, no São João de barriga vazia ninguém vai ficar! Vem aí a deliciosa COCADA, representada por_______________. A cocada é feita de coco e pode ter vários sabores: abacaxi, maracujá...Hummm, já estou com água na boca. Aplausos pra nossa deliciosa cocadinha!!!

Xi pessoá, já ia me esquecendo do AMENDOIM, que cozido, torrado e açucarado, seja lá como for é presença marcante no nosso arraia! Muitos aplausos pra_______________que está representando o delicioso amendoim.

É muita comida pessoa!!! É muita gostosura nas festa juninas!!!
Mas preste atenção, vê se não come demais pra não dá indigestão!!!
Viva o São João!!

Desfile com as comidas típicas

Desfile com as comidas típicas
1 – DESFILE COM PERSONAGENS E COMIDAS TÍPICAS DO SÃO JÕAO:

• Casal Caipira;
• Canjica (amarelo e branco);
• Mingau (amarelo);
• Milho (amarelo e verde);
• Batata-doce (marrom)

Olá pessoá! Mês de junho é mês de acender fogueira, dançar quadrilha, comer pipoca e comemorar o dia de Santo Antonio, São João e São Pedro.
Nas festas juninas é comum as pessoas se caracetizarem de caipira, e para iniciar o nosso desfile chamaremos os alunos:___________________e _________________para representar o casal caipira do nosso arraia.

Desfile com a música: Com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva na hora de ir pro altar.

O São João também é uma festa que não falta comidinhas gostosas: canjica, pipoca, mingau, milho, batata-doce, pamonha, amendoim, pipoca, cocada, entre outras.
Hummm, que delícia !!!!!!! Os nossos caipirinhas adoram comer os pratos típicos do São João, por isso, vamos continuar o nosso desfile, apresentado os nossos alunos caracterizados com as deliciosas comidas típicas.

Chamaremos o aluno (a):________________caracterizado de CANJICA, vestido de branco para representar o leite e amarelo para representar o milho. A canjica é uma das comidas típicas que não falta nas festas juninas.

Vem aí o MINGAU, representado por_____________, vestido de amarelo, porque ele é feito de milho. É uma gostosura!!!!

Deu pra perceber pessoá, o milho não pode faltar no São João. Vamos aplaudir:____________que está representando o MILHO. Iscuita bem o que eu vou falar o milho pode ser comido assado ou cozido, e de uma coisa eu tenho certeza que de qualquer forma é uma beleza!

Êta diacho, que esse desfile ta bom pra daná!!!! Entra agora a nossa querida PAMONHA, representado por______________. A pamonha é uma delícia, e com uma manteiguinha caipira, hummmmmmmmmm...
• Pamonha (amarelo);
• Amendoim (marrom);
• Pipoca (branco);
• Cocada (branco);


Ploc, ploc, ploc, fofinha, branquinha e saltitante. Sabem de quem estou falando? Vem aí a deliciosa PIPOCA, que doce ou salgada faz a festa da criançada! Vamos aplaudir________________que representa a pipoca.


E agora pra adoçar a nossa festança, eis que chega a famosa BATA-DOCE. Aplausos, aplausos pessoa! Quem representa essa gostosura é__________________.

Viram só pessoá, no São João de barriga vazia ninguém vai ficar! Vem aí a deliciosa COCADA, representada por_______________. A cocada é feita de coco e pode ter vários sabores: abacaxi, maracujá...Hummm, já estou com água na boca. Aplausos pra nossa deliciosa cocadinha!!!

Xi pessoá, já ia me esquecendo do AMENDOIM, que cozido, torrado e açucarado, seja lá como for é presença marcante no nosso arraia! Muitos aplausos pra_______________que está representando o delicioso amendoim.

É muita comida pessoa!!! É muita gostosura nas festa juninas!!!
Mas preste atenção, vê se não come demais pra não dá indigestão!!!
Viva o São João!!!

Quadrilha

Quadrilha
Vamos começar a Quadrilha! Os casais já estão chegando! É o Caminho da Festa!

(os pares entram de braços dados, com os noivos à frente, formando um círculo. Em seguida, formam uma linha reta, eliminando o círculo).

Damas para um lado, Cavalheiros pro outro! (os pares começam a se separar, começando pelos noivinhos. Um casal só deve se separar após o que estiver a sua frente).

Cavalheiros cumprimentam as Damas (Cavalheiros, em linha reta, vão até as Damas e tiram o chapéu. Em seguida, mantendo o alinhamento, afastam-se de ré).

Damas cumprimentam os Cavalheiros (Damas fazem o mesmo movimento dos Cavalheiros, fazem uma saudação graciosa e retornam, sempre seguindo o alinhamento).

Cavalheiros e Damas ao centro (as duas filas se aproximam, dançando).

Balancê! (os casais se colocam em posição de dança)

Tuuuur! (os casais giram em torno do seu próprio eixo e retornam à posição em que se encontravam).

E agora começa o passeio! (de braços dados, os pares andam até formar um círculo).
Vamos formar a Grande Roda! (todos dão as mãos, formando uma roda).

Vamos formar Duas Rodas! Damas pra dentro, Cavalheiros pra fora! (as meninas dão um passo à frente e formam uma roda. Os meninos formam outra roda por fora).

Damas para a direita e cavalheiros para a esquerda! (cada roda gira para um lado).

As Damas podem parar! Cavalheiros giram até achar suas Damas! (os meninos continuam até ficar do lado de seu par).

Coroar as Damas! (de mãos dadas, os meninos levantam os braços, passando-os por cima da cabeça das meninas).

Vamos girar pra direita!

Descoroar as Damas! (a roda pára e os meninos levantam os braços para descoroar as meninas).

Coroar os Cavalheiros! (agora, são as meninas que vão passar o braço sobre a cabeça dos meninos).

Vamos girar pra esquerda!

Descoroar os Cavalheiros! (idem às Damas).

Agora vamos formar o Caracol! (as Damas dão as mãos para os seus pares, formando uma grande roda novamente. O noivo puxa a turma para o centro da roda, formando um Caracol).


Desvirar! (fazendo o caminho ao contrário, o noivo desfaz o Caracol. A turma vai formando uma fila assim que começa a sair dele, já em pares novamente, com a Dama sempre do lado de dentro).

Vamos pegar o Caminho da roça! (os pares forma novamente um círculo).

Olha a cobra! (todos gritam e dão meia-volta).

É mentira! (todos dão meia volta de novo).

Olha a chuva! (todos cobrem a cabeça e dão meia-volta).

Já passou! (todos dão meia-volta novamente).

Vamos nos preparar pra tirar o retrato! (os alunos fazem pose e ficam imóveis)

Continua o passeio! (os pares continuam o passeio, um atrás do outro).

Preparar para o Travessê! (cada casal vai para um lado, formando duas filas).

É a hora do Galope! (os casais se abraçam como se fossem dançar. Depois, o primeiro casal de uma fila e o último da outra fila trocam de lugar enquanto galopam. Os outros casais fazem a mesma coisa, até que todos tenham mudados de fila).

Descruzar! (todos repetem os movimentos e voltam aos seus lugares).

E segue o passeio!

Vamos formar o Túnel! (os noivos param, e de mãos dadas, levantam os braços fazendo um arco. O casal que vem atrás passa por baixo e ajuda a formar o túnel. Os últimos a passar pelo túnel são os noivos que já vão formando novamente um círculo, seguido pelos demais casais).

Viva São João! Viva Santo Antonio! Viva São Pedro (em cada saudação feita pelo “puxador” da quadrilha, os alunos gritam: Viva!!!)Estava bom, mas está acabando... Agora a Despedida! (os casais começam a sair, dando tchauzinho. Os Cavalheiros abanam o chapéu).

Casamento na Roça

CASAMENTO NA ROÇA
de Emílio Carlos
PERSONAGENS- Chiquinha (noiva)- Flavinho (noivo)- Nhô Bento (pai da Chiquinha)- Nhá Rita (mãe da Chiquinha)- Nhô Pedro (pai do Flavinho)- Nhá Dita (mãe do Flavinho)- Reginardo – irmão 1 da Chiquinha- Abelardo – irmão 2 da Chiquinha- Padre- Convidados do casamentoNARRADOR – Lá pras banda do paior grande havia uma moça pra lá de bunita chamada de Chiquinha.(Chiquinha entra e senta num pedaço de tronco de árvore)NARRADOR – Todas tarde a Chiquinha se assentava pra ouvir os passarinho cantá. (Sonoplastia: canto de passarinhos)NARRADOR – Por ali também morava o Fravinho. (Entra o Flavinho)NARRADOR – Todas tarde o Fravinho vinha e se assentava pra ouvir... a Chiquinha suspirá.CHIQUINHA – (suspira) Ai, ai.NARRADOR – Suspira de cá, suspira de lá...CHIQUINHA – (suspira) Ai, ai...FRAVINHO – (suspira) Ai, ai...



NARRADOR – (suspira)... ai, ai – até que um dia de tanto suspira...(Os dois aproximam o rosto um do outro)
CHIQUINHA – (suspira) Ai, ai...
FRAVINHO – (suspira) Ai, ai...
NARRADOR - ... os dois acabaram por se beijá.(Flavinho beija o rosto de Chiquinha, que fica com vergonha e ri)
CHIQUINHA – (ri envergonhada)
NARRADOR – Nessa hora por ali passava o Nhô Bento, pai da Chiquinha, que viu tudo.
NHÔ BENTO – Eu vi tudo!(Chiquinha e Flavinho se levantam na hora)
CHIQUINHA – Papai!
FRAVINHO – (com medo) Nhô Bento!
NHÔ BENTO – Se bejô tem que casá.
NARRADOR – Nhô Bento era um homi muito dos bravu. O Fravinho inda tentô argumentá:
FRAVINHO – Chiquinha: exprica pro seu pai. Foi sem querer...
NARRADOR – E a Chiquinha respondeu:
CHIQUINHA – Vai sê um casório muitu du bunitu.
NHÔ BENTO – Vá si embora se arrumá que eu vô arrumá a noiva!
FRAVINHO – Ai, ai, ai, ai, ai, ai.(Nhô Bento carrega Chiquinha pelo braço - vão saindo)

CHIQUINHA – Tchar Fravinho! (manda beijo)
NHÔ BENTO – Bejá é só despois do casamento, minina!
CHIQUINHA – Ô pai...
NARRADOR – O Fravinho ficô desesperado. E foi fala co’a sua mãe.(Flavinho vai até um dos cantos do palco = sua casa. Chama a mãe)
FRAVINHO – Mãe! Mãe! Acode mãe!(a mãe sai correndo de casa preocupada)
NHÁ DITA – O que foi meu fio? Onde que te mordeu?FRAVINHO – Mordeu o que, mãe?
NHÁ DITA – A cobra, meu fio.
FRAVINHO – Não é cobra não, mãe.
NHÁ DITA – Então é onça.
FRAVINHO – Nada disso, mãe. É o Nhô Bento: só porque ele me viu beijando a Chiquinha agora ele qué que eu mi case co’ela.
NHÁ DITA – (espantada) O que ce ta mi contano, meu fio?
FRAVINHO – É issu memo, mãe.
NARRADOR – O Fravinho tinha certeza que a mãe ia defendê ele do Nhô Bento.
NHÁ DITA – (séria) Meu fio.
FRAVINHO – O que, mãe?
NHÁ DITA – Meu fio!


FRAVINHO – O que, mãe?
NHÁ DITA – (abraça o filho) Parabéns, meu fio!
NHÔ PEDRO – (entrando) O qui que ta contecendo aqui?
FRAVINHO – Pai: só porque o Nhô Bento me viu beijando a Chiquinha agora ele qué que eu mi case co’ela.
NHÔ PEDRO – Então é issu?
FRAVINHO – É, pai.
NHÔ PEDRO – Ele qué ti obriga?
FRAVINHO – Qué sim, pai.
NHÔ PEDRO – Pois saiba que ele não pode te obrigá a fazê nada!
FRAVINHO – (feliz) Isso, pai!
NHÔ PEDRO – O Nhô Bento não pode te obrigá a casá!
FRAVINHO – Isso memo!
NHÔ PEDRO – Mas eu posso! Dita: prepara a roupa do noivo!
FRAVINHO – Mas pai...(Nhá Dita segura o filho pelo braço e os 3 vão saindo)
NHÁ DITA – Cê vai dá um noivo danadu de bunitu, meu fio.
NARRADOR – O casamento foi marcado, estava tudo arranjado. A noiva chegou primeiro e estava uma formosura.(Entra a Chiquinha vestida de noiva com Nhô Bento, Nhá Rita – sua mãe, e seus 2 irmãos. Música.)
NARRADOR – O padre chegou logo depois.
PADRE – (entra) E cadê o noivo?


CHIQUINHA – (feliz) Já já ele aparece.
NARRADOR – Demorou um pouco mas o noivo apareceu. Veio trazido pelo pai, o Nhô Pedro.(Entram Flavinho, Nhô Pedro e Nhá Dita e cumprimentam a família da Chiquinha com a cabeça e também o padre. Flavinho vem meio contra-gosto).
FRAVINHO – Oi Chiquinha. Ocê ta bunita....
PADRE – Silêncio! Vamu cumeçá esse casório. Nóis estemos aqui reunidos pruque...(Enquanto o padre fala Flavinho se abaixa e tenta sair escondido do casamento. O primeiro a ver é o sogro)NHÔ BENTO – O noivo ta fugino! Pega o noivo!(Os dois irmãos de Chiquinha correm, pegam Flavinho e o levam de volta até o altar)
FRAVINHO – Socorro! Socorro!
PADRE – Será que agora nóis podi cumeçá? Nóis tamo aqui reunidu pra casá esses dois...(De novo Flavinho tenta escapar)
NHÁ RITA – O noivo fugiu!(Os dois irmãos de Chiquinha vão buscar o noivo e o levam arrastado até o altar)
PADRE – (limpa a garganta) Pudemu continuá? Vamu casá Chiquinha cum Fravinho. Chiquinha: ocê aceita o Fravinho como seu esposo?
CHIQUINHA – (apaixonada) Aceito!
PADRE – E ocê, Fravinho: aceita a Chiquinha como esposa?


FRAVINHO – Pode dá resposta até quando?
NHÔ PEDRO – Agora!
NHÁ DITA – Óia bem nos zoinho dela, Fravinho. Ela é tão bunitinha...(Flavinho olha e Chiquinha pisca os dois olhos várias vezes)
FRAVINHO – Bem...
PADRE – Aceita?(Chiquinha engancha no braço do Flavinho, deita sua cabeça no ombro dele e lhe dá um grande sorriso)
FRAVINHO – Aceito.TODOS – Viva! Viva!
PADRE – Agora pode beijá a noiva.(Os dois se beijam.)
TODOS – Viva! Viva!
FRAVINHO – (com cara de maroto) Gostei. De novo.(Os dois se beijam de novo)
TODOS – Êêêêê!
NARRADOR – E agora vamu dança, bebê cume a noite inteira. Vamu lá!(A música aumenta. Dança dos convidados do casamento)F i m



OBSERVAÇÃO – Todos falam como caipiras, inclusive o narrador. Apresentamos algumas sugestões de cenários que podem ser substituídos de acordo com as possibilidades do local de apresentação.

Massa de Mandioca

Massa de Mandioca
Maria tá peneirando
Goma e massa de mandioca
Maria tá peneirando
Maria tá peneirando
Goma e massa de mandioca
Quem se casar com Maria
Só vai comer tapioca
Tá, tá, tapioca
Tá, tá, tapioca
Tá, tá, tapioca
Tá, tá, tapioca
Rala, rala mandioca
Tu de lá e eu de cá
Pra fazer beju de massa
Pra gente se alimentar
Maria traz a peneira
Mexe pra lá e pra cá
O peneirado é gostoso
Tô doido pra peneirae
"Penera, panera" de lá
"Penera, panera" de cá
"Penera, panera" de lá
"Penera, panera" de cá
O peneirado é gostoso
Tô doido pra peneirar